A contínua aposta no desenvolvimento de energias renováveis em Moçambique figura no topo das prioridades do executivo moçambicano. A garantia foi dada esta terça-feira, pela directora Nacional Adjunta de Energia no Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREM), Marcelina Mataveia, durante a conferência sobre energias renováveis em Moçambique.

 

“O Governo de Moçambique está comprometido com o desenvolvimento das energias renováveis”, assinalou Mataveia, para quem a orientação para o auto-consumo constituiu mais-valia para o país, estando já prevista na lei da electricidade, ora em revisão.

 

Sob o tema “Renováveis para Auto-consumo em Moçambique”, a conferência, que decorreu no formato virtual, discutiu o potencial do mercado de energia de auto-consumo em Moçambique, com destaque do sector comercial e industrial e a caracterização da procura no mercado.

 

Na ocasião, o embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, destacou que soluções de auto-consumo são de capital importância para “o crescimento económico e a criação de emprego e de actividades geradoras de renda para desenvolvimento sustentável.”

 

António Gaspar disse, igualmente, que a União Europeia está a preparar um novo instrumento de financiamento para investimento em energias renováveis: a plataforma nacional específica para Moçambique do programa ElectriFI.

 

O “GET.invest” é um programa europeu que mobiliza investimentos a projectos descentralizados de energias renováveis, apoiado pela União Europeia, Alemanha, Suécia, Países Baixos e Áustria.

 

Com o apoio adicional da União Europeia e da Alemanha, o “GET.invest” tem vindo a operar, desde 2019, uma country window, em Moçambique, o que permite focar-se especificamente no sector energético moçambicano, como parte do PROMOVE Energia – uma estratégia abrangente para apoiar o acesso à energia sustentável e acessível em zonas rurais.

 

Na sessão de abertura, Thierry Kühn, chefe de Cooperação na Embaixada Alemã em Moçambique anotou que o evento representa “um importante marco no alcance das metas nacionais de acesso à energia sustentável para todos até 2030 (…) e um contributo para os objectivos climáticos, tal como foi referido pelo Primeiro-Ministro, durante a sua intervenção na conferência das Nações Unidas em Glasgow.” 

 

O evento foi organizado pela Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER) e a Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) – no quadro do programa Europeu “GET.invest” em Moçambique.

 

A ALER (Associação Lusófona de Energias Renováveis) é uma associação sem fins lucrativos, que tem como missão a promoção das energias renováveis nos países lusófonos, sobretudo nos países africanos de língua portuguesa.(Lusa)

Fonte: Carta de Moçambique

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