“Esta medida é uma demonstração inequívoca do compromisso que temos em garantir o acesso da população ao pão. É também uma demonstração de que unidos na utilização e gestão dos recursos naturais podemos salvaguardar a satisfação das necessidades básicas da nossa população”, disse Emília Fumo, secretária permanente do Ministério da Terra e Ambiente, citada num comunicado na posse da “Folha de Maputo”.O memorando visa estabelecer os termos relativos ao corte de lenha de forma sustentável para o fabrico do pão, face à dificuldade de acesso a esta matéria-prima por parte das panificadoras, além de garantir um controlo do processo de exploração e restauro de áreas degradadas.Segundo o documento, o Ministério da Terra comprometeu-se a disponibilizar para a venda mudas de rápido crescimento para o reflorestamento, prestar apoio e emitir licenças anuais de corte de lenha para a produção de pão.”A dependência da população por este recurso tem estado a causar enorme pressão sobre o nosso património florestal, colocando, muitas vezes, em perigo de extinção algumas espécies, bem como comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas naturais”, destacou Emília Fumo, referindo que 80% da população depende de produtos florestais para satisfação de necessidades básicas.Victor Miguel, presidente da Amopão, referiu que o memorando irá “garantir que o pão não falte à mesa dos moçambicanos”, ao mesmo tempo que será um “escudo para a proteção ambiental”, pois vai permitir que se regule o “abate florestal e a sua reposição”.

Leave a Reply

Your email address will not be published.