O primeiro-ministro admite que o Governo não tem dinheiro suficiente para responder ao drama humanitário dos deslocados do terrorismo na província de Cabo Delgado. Adriano Maleiane lamenta o recrudescimento dos ataques e as deslocações das populações.

O ressurgimento dos ataques terroristas em Cabo Delgado apanhou o Governo moçambicano desprevenido para fazer face à nova vaga de deslocados que deixam a província com destino a Nampula.

À saída do Parlamento, esta quinta-feira, onde participou da abertura solene de mais uma sessão, o primeiro-ministro moçambicano admitiu a insuficiência de recursos.

“Os recursos nunca chegam, nós estamos preparados para a época chuvosa, agora esta situação está a necessitar de apoios adicionais”, disse Maleiane.

Trata-se de uma crise que, segundo o primeiro-ministro, está a provocar fome e falta de bens diversos de primeira necessidade. Por isso, o Executivo promete levar o assunto para a sessão do Conselho de Ministros da próxima terça-feira.

“Combater o terrorismo não é fácil, mas nossas forças devem continuar a trabalhar. É lamentável, porque há toda aquela população que se está a movimentar de um lado para o outro, o que está a criar problemas de alimentação e, por isso, temos de encontrar soluções”, justificou o primeiro-ministro.

Contudo, Adriano Maleiane apela para o espírito de solidariedade para com as vítimas do terrorismo, enquanto o Governo busca solucões junto dos parceiros.

Recorde-se que grande parte da população dos distritos mais a sul de Cabo Delgado tem estado a deslocar-se para a província de Nampula, para fugir dos ataques terroristas.

Fonte:O País

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