O Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, considera que o estado político do país é estável com o funcionamento normal das instituições democráticas, “assim como o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos”. Do Rosário reagia nesta quarta-feira na “casa do povo”, às perguntas dos deputados das três bancadas parlamentares.

Na ocasião, o Primeiro-ministro considerou estável a situação militar no território nacional, destacando os resultados das incursões armadas das Forças de Defesa e Segurança (FDS), forças do Ruanda e da SADC na província de Cabo Delgado.

“Em Cabo Delgado a situação caracteriza-se pelo desmantelamento das bases e perseguição dos terroristas, uma acção levada a cabo pelas FDS em coordenação com as forças da SADC e do Ruanda”, disse Do Rosário acrescentando que, “neste momento, decorrem acções de limpeza das zonas afectadas”.

Apesar desta estabilidade, o Governo aponta a existência de desafios no concernente à situação de segurança, com destaque para os raptos, tráfico de drogas e terrorismo na zona norte pelo que o executivos está a “tomar medidas adequadas para fazer face a situação”.

Sobre a situação militar na zona centro do país, o Governante disse ter-se registado uma estabilidade da ordem, segurança e tranquilidade públicas.

Ainda na sua intervenção, o Primeiro-ministro voltou seu discurso para o terrorismo em Cabo Delgado, justificando que foi para combater estes e outros males que o Governo solicitou a ajuda externa, porque, segundo defende o Governante, o terrorismo não é um mal que afecta apenas Moçambique, mas também à região.

“ Os terroristas agem desta forma para espalharem terror e medo no seio da população, criando instabilidade e insegurança tirando proveito da situação para promover interesses de outras pessoas ou grupos, abrindo espaços para o tráfico de armas, drogas, seres humanos e outros tipos de crime que envolvem redes de crime organizado”, detalhou Do Rosário.

Carlos Agostinho do Rosário apelou ao envolvimento de todos os partidos na busca de soluções contra os problemas que atrasam o desenvolvimento de Moçambique.

Fonte:O País

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