Há condições para o arranque sem sobressaltos do ano lectivo 2022, nas zonas de acolhimento às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado e Niassa, segundo anunciou, esta quinta-feira, a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, Gina Guibunda.

Segundo o MINEDH, desde que iniciaram os ataques, o sector tem criado condições para que as crianças, em idade escolar, tivessem a oportunidade de prosseguir com a escolaridade e, desta vez, não será diferente.

Gina Guibunda avançou que grande parte da população residente em zonas de acolhimento, nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, já se encontra matriculada para o ano lectivo 2022.

“Cabo Delgado é uma daquelas províncias em que em termos de taxa de execução de matrículas, até 31 de Dezembro, estava em alta, com mais de 95 por cento. Isso para dizer que, mesmo com a situação do terrorismo, o processo de matrículas decorreu normalmente e ainda decorre sem sobressaltos”, explicou Gina Guibunda, porta-voz do MINEDH.

Para além da província de Cabo Delgado, Niassa apresenta, igualmente, números positivos de execução, com “cerca de 95 por cento e Manica com 97 porcento”, segundo dados da instituição.

Desta forma, Gina Guibunda concluiu que há condições para o arranque sem sobressalto das aulas, não apenas nas zonas de reassentamento, mas em todo o país.

“As autoridades locais da educação e não só têm estado a tomar conta do recado: as matrículas têm estado a acontecer, as condições têm estado a ser criadas, a preparação da abertura do ano lectivo é uma realidade e vai acontecer em todas as províncias do nosso país”, concluiu.

As matrículas da 8ª a 11ª classe decorrem de 3 a 21 de Janeiro de 2021, estando o início das aulas previsto para 31 de Janeiro de 2022.

Fonte:O País

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