O partido no poder, a Frelimo, formalizou, conforme era expectável, na segunda-feira (20), na Comissão Nacional de Eleições (CNE), em Maputo, a sua inscrição com vista a concorrer na eleição intercalar no Conselho Municipal da Cidade de Nampula, a 24 de Janeiro próximo. Está composto o tradicional trio (Frelimo, Renamo e MDM) que de escrutínio em escrutínio tem mostrado um interesse descomedido pela gestão da chamada terceira urbe mais importante de Moçambique. E, a partir da primeira semana de Janeiro, haverá um enorme corre-corre em Nampula.

A eleição intercalar na capital do norte surge na sequência do assassinato do edil Mahamudo Amurane, a 04 de Outubro passado, na sua residência particular, por gente ainda não identificada.

A Frelimo governava a autarquia de Nampula desde 1998, através de Dionísio Chewewa, e em 2003 e 2008 por intermédio de Castro Namacua.

Em 2013, o partido que dirige Moçambique, há 42 anos, perdeu a administração daquela cidade para o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que também já se inscreveu com o propósito de se manter na liderança da chamada terceira urbe mais importante do país, e seu candidato Mahamudo Amurane.

O Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO) também já manifestou a sua vontade de lutar pela governação daquele urbe.

Dos partidos que forem aprovados para o sufrágio, o vencedor irá governar só até à realização das quintas eleições autárquicas agendadas para 10 de Outubro de 2018.

A maior formação política da oposição, a Renamo, que nas eleições autárquicas de 2013 boicotou o processo exigindo a revisão da lei eleitoral, também já está inscrita para a luta pela cidade de Nampula.

Verónica Macamo, mandatária da Frelimo e presidente da Assembleia da República (AR), disse a jornalistas que, ao contrário do que aconteceu em 2013, desta vez o seu partido vai vencer no município de Nampula.

Rodrigues Timba, vogal da CNE, disse à imprensa que já foram inscritas quatro formações políticas, nomeadamente a Renamo, o MDM, o PAHUMO e a Frelimo.

O registo dos partidos políticos, coligações de partidos políticos e grupos de cidadãos interessados em concorrer e/ou participar no referido sufrágio decorre desde 15 de Novembro e termina esta terça-feira (21).

Nenhum dos partidos a que nos referimos revelaram os seus candidatos para o sufrágio em alusão. As candidaturas terão lugar de 23 do mesmo mês a 07 de Dezembro próximo, enquanto a formação de agentes para educação cívica irá decorrer de 13 de Dezembro a 06 de Janeiro de 2018.

A formação dos Membros de Mesas de Voto (MMV) terá lugar entre 13 e 22 de Janeiro de 2018 e a campanha eleitoral de 09 a 21 do mesmo do mesmo mês.

Refira-se que nas eleições autárquicas de 2013, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) cometeu o erro de não fazer constar dos boletins de voto a votação o nome de Filomena Mutoropa, na altura candidata do PAHUMO, o que fez com que a votação para o presidente da autarquia fosse cancelada em Nampula.

O sufrágio foi repetido a 01 de Dezembro de 2014, simultaneamente com a eleição dos membros da Assembleia Municipal local, que igualmente foi invalidada por conta da falta de segurança dos boletins de voto usados no escrutínio de 20 de Novembro de 2013.

@Verdade – Democracia

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