Nem toda a água, que é produzida, tratada e conservada nos depósitos para o consumo público, chega às torneiras das famílias.

Nas províncias de Gaza e Inhambane, o FIPAG tem mais de 105 mil ligações, mas cerca de 15 mil famílias não conseguem ter água, apesar de ter torneiras em casa.

O FIPAG contabiliza perdas de água em mais da metade da sua produção. Em 2017, as perdas de água nas duas províncias eram de 39%, o que causou um prejuízo de mais de 180 milhões de Meticais e, quatro anos depois, em 2021, as perdas subiram para 52% de um total de dois milhões de metros cúbicos de água e, com isso, a empresa deixou de facturar 497 milhões de Meticais.

Para reverter o cenário, a empresa diz que vai tomar uma série de medidas, entre as quais apertar o cerco para acabar com ligações clandestinas

Através do programa de redução de perdas, a empresa pretende reduzir, até 2024, de 52% para 35%, por meio de substituição de toda a rede obsoleta de distribuição de água. Existem, em toda a zona Sul, 1700 quilómetros de rede de distribuição de água, dos quais, pouco mais de 150 quilómetros são considerados obsoletos e devem ser substituídos.

O FIPAG prevê, ainda, a mobilização de fundos para comprar os chamados “contadores de Classe C”, para reduzir as perdas.

Outro aspecto sobre o qual se vai trabalhar tem a ver com as redes de ligação clandestinas, que contribuem para a perda de 12% da água produzida.

Com o dinheiro que não entra para os cofres da empresa devido às perdas de água, seria possível ampliar a rede de distribuição para mais de 100 mil pessoas.

Fonte:O País

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