Começa a ser ofertado o 5G Standalone ou SA, que deverá viabilizar avanços na indústria, telemedicina, carros autônomos, etc. Mas quem vai predominar por enquanto é outro tipo de 5G, que traz mais rapidez à navegação, mas não revoluciona. Tire dúvidas. Sinal do 5G foi liberado nesta sexta-feira (29) em Porto Alegre
RBS TV/Reprodução
Antenas da faixa principal do 5G serão ativadas a partir desta quinta-feira (4) em São Paulo, maior mercado de smartphones do Brasil e a quinta capital a receber a tecnologia no país.
Durante a manhã, o g1 conseguiu uma velocidade de download de cerca de 500 Mbps (megabits por segundo) de velocidade download com a conexão na região da Avenida 23 de Maio e 400 Mbps na Avenida Paulista. É um valor bem superior ao do 4G, que pode atingir por volta de 100 Mbps em boas condições.
As antenas em São Paulo se concentram nas regiões central e Sul da cidade.
MAPA: veja onde ficam as antenas em São Paulo
LISTA: os celulares compatíveis com 5G
Qual é a novidade e em que pé está o 5G
Ativada nesta quinta, a faixa 3,5 GHz é considerada a principal “avenida” para circulação dos dados na nova geração da internet móvel porque comporta o 5G mais “puro”, chamado “standalone” (autossuficiente, em inglês) ou SA.
É ele que carrega a fama dessa quinta geração da internet móvel, de permitir avanços de tecnologias como a realidade virtual, carros que dirigem sozinhos, cirurgias remotas, além da possibilidade de ligar muitos objetos à internet ao mesmo tempo, de forma massiva e constante.
Mas isso tudo ainda está longe de acontecer, entenda por quê:
de início, a cobertura 5G não será total nas cidades onde ela for ativada: em São Paulo, por exemplo ela será de 25% da área urbana, na previsão do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência na faixa (Gaispi). A capital paulista tem 1.378 antenas de 5G instaladas até agora contra 4.592 de 4G;
a conexão “standalone”/SA ainda será secundária no Brasil e lá fora por algum tempo. De acordo com dados da GSMA, que representa operadoras móveis em todo o mundo, 70 países ofereciam internet 5G em janeiro deste ano, mas apenas 16 tinham o tipo SA.
Quem predomina no mundo ainda é o 5G NSA. Ou “non-standalone”. Ele atende a quem espera ganhar mais velocidade na navegação, mas ainda não promove a revolução esperada.
Já tinha aparecido 5G para você?
É o 5G NSA que vem aparecendo na tela de celulares em alguns pontos no Brasil nos últimos meses (veja os tipos de internet 5G).
Com a ativação da faixa 3,5 GHz, o NSA deverá ampliar sua cobertura porque também poderá usar essa “avenida”: até então, ele estava disponível em alguns pontos de cidades, como São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, em outra faixa, a de 2,3 GHz, que é mais “estreita”.
Standalone ou não, o 5G ainda está em seus primeiros momentos. Além de ter cobertura parcial, exige celulares compatíveis e, segundo algumas operadoras, até troca de chip. E o prazo para a conexão estar disponível em todos os municípios brasileiros com mais 30 mil habitantes é só em 2029.
Veja abaixo, em 3 perguntas, no que a chegada do 5G muda sua vida agora (ou não):
Qual a diferença entre os tipos de 5G?
Quem vai poder desfrutar de algum tipo de 5G? Veja celulares compatíveis
Onde vai pegar e quanto vai custar?
G1 Explica: a revolução do 5G

Globo Tecnologia

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