O Ministério da Defesa de Moçambique negou quarta-feira que a Força de Alerta da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) já tenha chegado a Moçambique para apoiar a luta contra os grupos terroristas islâmicos, conhecidos localmente como “Al- Shabaab ”.

 

Em declarações aos jornalistas, o porta-voz do ministério, Coronel Omar Saranga, disse que até agora apenas chegaram equipas avançadas da SADC, em Maputo e em Cabo Delgado, para preparar o destacamento da força principal.

 

“A Cimeira de Chefes de Estado da SADC, realizada em Maputo a 23 de Junho, aprovou um mandato para o destacamento da Força de Alerta”, disse Saranga. “O objetivo é apoiar os esforços nacionais de luta contra o terrorismo em Cabo Delgado. Dando seguimento a esse mandato, no final de junho houve uma conferência conjunta de planeamento, e esse evento traçou os próximos passos que deveriam ser dados para o desdobramento da força”.

 

“O que está acontecendo agora é a implementação desse plano”, continuou. “O mandato previa que o envio da força ocorresse a partir de 15 de julho. Portanto, de 15 de julho para cá, foram realizadas actividades para receber essa força, que é bastante substancial. Passos estão sendo dados para que possa ser recebido e realizar seu trabalho. Isso significa que existem equipes avançadas que estão trabalhando com nossas tropas no terreno para receber a força”. Saranga negou que haja qualquer sigilo em torno da Força de Alerta e prometeu que, quando a força chegar, a informação será divulgada.

 

“Quando a força chegar, o mundo todo verá que ela chegou”, frisou. “Não é uma força que vem aqui para se esconder, vem aqui para apoiar Moçambique na luta contra o terrorismo. O que já temos, tanto em Pemba como em Maputo, são as equipas avançadas”.

 

Saranga negou que haja qualquer sigilo em torno da Força de Alerta e prometeu que, quando ela chegar, a informação será divulgada.

 

Quanto a quem comandará a força, Saranga disse: “As questões de comando foram delineadas no planeamento combinado. No momento, o que é importante dizer não é quem comandará ou deixará de comandar. As tropas serão comandadas pelos respectivos comandos, mas o coordenador-chefe é a República de Moçambique”.

 

Mas ele acrescentou que o comandante da força “é sul-africano e seu nome é Xolani Mankayi. Já se encontra em Moçambique e foi recebido pelo Ministro da Defesa e pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Moçambique. Ele recebeu um briefing sobre a situação”.

 

Questionado sobre se as tropas ruandesas que chegaram na semana passada entraram em combate contra os terroristas, Saranga disse que “essa é uma questão operacional e não posso responder. É o comandante da força que pode responder. O inimigo pode estar observando nossas ações para ver que direção vamos tomar”.

 

Saranga acrescentou que os estados membros da SADC que farão parte da Força de Espera são a África do Sul, Tanzânia, Angola e Botswana, “e estamos confiantes que, durante as operações, mais países poderão manifestar interesse em apoiar Moçambique”. Ao contrário dos relatos de que o Malawi não entrará na força, Saranga declarou que o Malawi participará.(PF, AIM)

Fonte: Carta de Moçambique

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