As empresas moçambicanas reportaram perdas de facturação na ordem de 453 milhões de dólares (cerca de 31 biliões de meticais) e suspensão de mais de 30 mil contratos de trabalho nos primeiros seis meses do corrente ano, alegando efeitos da pandemia da COVID-19 na tesouraria.

Os dados foram tornados públicos esta quinta-feira, pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), quatro meses após o primeiro levantamento dos impactos do novo Coranavírus na economia.

“O nível da actividade empresarial reduziu em cerca de 65%. O sector do turismo figura como o mais afectado, tendo registado uma contracção em mais de 75%”, disse Álvaro Massinga, presidente interino da CTA.

O cenário será mais penoso no fecho do segundo semestre corrente. O prejuízo das empresas poderá acender aos 951 milhões de dólares (cerca de 7% do Produto Interno Bruto) e a suspensão de contratos para 63 mil até final do ano, correspondente a 11% da massa laboral empregue no sector privado.

Com a economia de rastos, a CTA prevê no pior dos cenários, uma recessão económica na ordem de 0,5 por cento negativo no fecho do ano.

 

Fonte:O País

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