EUA diz que é preciso apoiar as empresas nacionais para que sejam capazes de fazer negócios à altura do sector

A exploração de gás está à porta e as empresas nacionais têm grandes expectativas. Um encontro organizado, esta ontem, em Maputo pelos serviços comerciais da embaixada norte-americana em Moçambique em parceria com a Confederação das Associações Económicas (CTA) discutiu as oportunidades, os desafios e o papel do Estado. Governo, empresas do sector logístico, petrolíferas, entre outros, reconhecem haver janelas para o crescimento das empresas, mas apontam a necessidade de preparar o país para os padrões exigidos pela indústria do gás e petróleo.

O sector privado, na voz do vice-presidente da CTA, Agostinho Vuma, entende que há grandes oportunidades em diversos sectores de prestação de serviços em diversos sectores, pelo que as oportunidades não se devem limitar apenas a factores de ordem técnica.

O Governo aponta a Lei de Conteúdo Nacional como um passo importante para permitir que o país obtenha ganhos.

Vasco Nhabinde, director dos Estudos Económicos e Financeiros do Ministério da Economia e Finanças, explicou que Moçambique leva vantagens no que diz respeito ao conteúdo local, em comparação com experiências internacionais, visto que não olha apenas para o sector de hidrocarbonetos, mas inclui outros, entre os quais a agricultura, além de que envolve tanto empresas nacionais como estrangeiras.   

A embaixada dos Estados Unidos da América entende que é preciso apoiar as empresas nacionais para que sejam capazes de fazer negócios à altura do sector de hidrocarbonetos.

“Com larga experiência na exploração de petróleo e gás, pretendemos trazer peritos dos Estados Unidos para ajudar Moçambique a cimentar o envolvimento em todo o processo de exploração destes recursos.

A necessidade de melhorar a competitividade é um ponto destacado por um dos operadores da Área 4, na bacia do Rovuma. Trata-se da petrolífera americana Exxon Mobil.

“Há que investigar os padrões internacionais de qualidade para garantir a competitividade das vossas empresas, porque queremos clientes que nos ajudem a tornar-nos mais eficientes”, disse a responsável.

De referir que a presença norte-americana na exploração de gás em Moçambique é através da Anadarko, empresa que está a explorar a Área 1 da bacia do Rovuma em Cabo Delgado.

A Exxon Mobil, outra multinacional dos Estados Unidos, está a preparar-se para explorar a Área 4 e diz-se disposta a recrutar maior parte da mão-de-obra moçambicana durante as suas operações, à semelhança do que está a fazer em países onde opera, como Angola, Nigéria, entre outros.


Fonte: O Pais -Economia

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