Segundo a Pnad Contínua, o motivo mais citado pelas pessoas que não acessaram a internet foi não saber usar a tecnologia. Falta de interesse e preço alto do serviço também estão entre as respostas mais comuns. Mais gente acessa a internet pela TV do que pelo computador no Brasil, diz pesquisa
Em 2021, 28,2 milhões de pessoas no Brasil não usaram a internet, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso representa 15,3% da população com mais de 10 anos de idade.
Com isso, a internet foi usada por 84,7% da população brasileira com mais de 10 anos, ou 155,7 milhões de pessoas.
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Por conta da pandemia, o instituto não realizou esta pesquisa em 2020. Em 2019, 20,5% da população brasileira acima de 10 anos de idade afirmou não ter usado a internet, o que equivalia a 36,9 milhões de pessoas.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C) feita no 4º trimestre de 2021 e divulgada nesta sexta-feira (16) pelo IBGE. O levantamento também apontou que:
O principal motivo para não usar a internet é não saber usar a tecnologia;
Chamadas de voz e vídeo se tornaram a principal finalidade (94,9%) no uso de internet;
A faixa etária entre 25 e 29 anos é a que mais usa a internet (94,5%);
Pela primeira vez, mais da metade (57,5%) da população com 60 anos ou mais usou a internet;
A televisão superou o computador como segundo equipamento mais usado para acessar a internet, atrás apenas do celular;
28,7 milhões não tinham celular em 2021 (15,6% da população com 10 anos ou mais);
98,2% dos estudantes da rede privada de ensino usaram a internet em 2021; entre alunos da rede pública, índice cai para 87%;
Regiões Centro-Oeste e Sudeste lideram uso de internet; Norte e Nordeste continuam com os menores índices;
2,2% dos domicílios não tinham sinal digital de TV por conversor, antena parabólica, nem serviço de TV por assinatura.
Para levantar dados, o IBGE considerou se o serviço foi usado pelo menos em algum momento no período de 90 dias antes da data da entrevista no domicílio. Segundo o instituto, o uso de internet vem crescendo no Brasil desde 2016, quando o índice estava em 66,1%.
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Motivos para não usar internet
Os principais motivos para não acessar a internet entre os 28,2 milhões de pessoas que não usaram o serviço no Brasil em 2021 foram não saber usar e falta de interesse. Para 20,1%, o serviço ou o equipamento para acessar a internet era caro.
Entre as pessoas que não usaram a internet, 5,3% afirmaram que o serviço não estava disponível em sua região. Esse índice foi de 3,5% na área urbana e chegou a 9,9% na área rural.
Finalidades do uso da internet
A Pnad Contínua reúne quatro finalidades principais para o acesso à internet e destaca que o uso para chamadas de voz e vídeo se tornou o mais comum:
Conversar por chamadas de voz e vídeo: 95,7% (91,4%, em 2019);
Enviar ou receber mensagens de texto, voz e imagens: 94,9% (95,8%, em 2019);
Assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes: 89,1% (88,9%, em 2019);
Enviar ou receber e-mail: 62% (62%, em 2019).
Perfil dos usuários
A pesquisa destaca que o grupo de 25 a 29 anos foi o que mais usou a internet em 2021 e que houve um crescimento mais acelerado entre faixas etárias mais elevadas. Pela primeira vez, mais da metade dos idosos acessaram o serviço.
De acordo com o IBGE, isso pode ter sido causado pela “evolução nas facilidades para o uso dessa tecnologia e na sua disseminação no cotidiano da sociedade”.
A pesquisa também aponta que, em 2021, a internet foi usada por 85,6% das mulheres e 83,7% dos homens.
Entre os estudantes, 90,3% utilizaram o serviço, o que representa alta de 2,1 pontos percentuais em relação a 2019. Como destaca o IBGE, o grupo não é homogêneo e há diferenças no acesso à internet de acordo com a rede de ensino:
Na rede pública, 87% dos estudantes usaram a internet em 2021;
Na rede privada, 98,2% dos estudantes usaram a internet em 2021.
A maior diferença em termos absolutos, de 22,9 pontos percentuais, está na região Norte, onde 73,2% dos estudantes da rede pública usaram a internet em 2021, contra 96,1% dos estudantes da rede privada.
Na região Sudeste, está a menor diferença, de 6,8 pontos percentuais: 92,2% dos estudantes da rede pública usaram a internet em 2021, contra 99% dos estudantes da rede privada.
Dispositivo usado para acessar a internet
O celular foi o principal dispositivo usado pela população acima de 10 anos para acessar a internet. O aparelho é seguido pela televisão, que ultrapassou o computador:
Celular: 98,8% (98,6%, em 2019);
Televisão: 45,1% (32,2%, em 2019);
Computador: 41,9% (46,2%, em 2019);
Tablet: 9,3% (10,9%, em 2019).
Entre estudantes, o celular também é o mais usado (97,9%), mas o computador (51,7%) ainda está à frente da televisão (49,4%).
Também há diferenças no tipo de dispositivo usado de acordo com a rede de ensino. Entre alunos da rede privada, 80,4% usaram a internet pelo computador. Entre os da rede pública, o índice é de 38,3%.
Celular segue como principal dispositivo usado para acessar a internet no Brasil, segundo o IBGE
Fábio Tito/G1
Internet em casa
O IBGE também registrou que a internet era usada em 90% dos domicílios do país em 2021, uma alta de 6 pontos percentuais em relação a 2019. O índice foi de 92,3% na área urbana e de 74,7% na área rural.
O rendimento real médio per capita nos domicílios com internet foi quase o dobro em relação aos que não usaram a rede:
Domicílios com internet: R$ 1.480
Domicílios sem internet: R$ 795
A banda larga fixa era usada em 83,5% dos domicílios e, pela primeira vez, superou a banda larga móvel (3G e 4G), que era usada por 79,2%. O uso de internet discada segue em queda desde 2016 e estava presente em 0,1% dos domicílios em 2021.
O IBGE afirmou que a próxima edição da Pnad Contínua será realizada no 4º trimestre de 2022 e vai reunir novos temas no módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), incluindo dados sobre dados sobre 5G, internet das coisas e streaming de vídeo.
A pesquisa também vai levantar dados sobre teletrabalho e o trabalho por plataformas digitais. De acordo com diretor de pesquisas do IBGE Cimar Azere Pereira, essa mudança já era planejada, mas foi potencializada pela pandemia.
“A gente precisa conhecer essa coisa do teletrabalho, o desenvolvimento e a atividade remunerada através de aplicativos digitais, ou seja, como isso está se dando, como é essa relação de trabalho”, disse Pereira.
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