Os árbitros internacionais de basquetebol António Sitoe, Nilton Macamo, Maria Liliana e Carlota Churane foram nomeados pela FIBA-Africa para dirigir jogos da fase de apuramento da zona VI de acesso aos “Afrobasket’s” masculino e feminino na categoria sub-18, prova a realizar-se de 3 a 18 de Dezembro, em Maseru, Lesotho.

Uma má fase, sem nomeações internacionais, não chegou a fazer cair por terra o sonho de dirigir provas sob a égide da FIBA-África.

Mais: sequer os fez pensar que serviam apenas, e apenas mesmo, para o consumo doméstico e que seu perímetro era de todo limitadíssimo.

Rechaçaram o golpe de, mesmo com carteira de internacionais, não entrarem nas contas do órgão reitor do basquetebol africano e dimensionaram-se na perspectiva de futuro: pacientar e esperar por uma oportunidade.

Oportunidade, ou melhor, janela essa que se vai abrir já em Dezembro com a indicação como árbitros neutros na fase de qualificação da zona VI para o Campeonato Africano de basquetebol sub-18 em masculinos e femininos.

Presente de natal antecipado? Pode ser que sim, pode ser que não. A verdade manda dizer que António Sitoe, o mais experiente dentre os nomeados, já não apitava uma prova internacional desde que teve a sua última aparição em Janeiro de 2020 nas eliminatórias da zona VI para o “Afrobasket” 2021, prova qualificativa realizada em Harare, Zimbabwe.

Com a carteira de internacional (“black license”) homologada em Setembro último por um período de dois anos (2021 -2023), António Sitoe dirigiu os VII Jogos da CPLP, evento realizado na capital do país. Moçambique organizou a prova aos soluços, falhou a conquista de medalhas no basquetebol e quedou-se na 4ª posição na tabela geral (17 medalhas das quais uma de ouro, duas de prata e 11 de bronze).

A renovada Basketball National League (BNL), na África do Sul, é outra das provas internacionais já apitadas por António Sitoe, corriam os anos de 2017 e 2018. Intramuros, quatro finais da Liga Moçambicana de Basquetebol por si dirigidas colocam-no num patamar de um dos “must” da arbitragem nacional.

Referência ainda para a aparição em várias finais do campeonato nacional de basquetebol sénior feminino e da cidade em ambos sexos.

Novato, diga-se, Nilton Macamo vai ter a segunda experiência fora de portas, depois de ter sido igualmente um dos árbitros indicados para apitar jogos das eliminatórias de acesso ao “Afrobasket” em 2021. Há seis anos na alta-roda da arbitragem, Nilton Macamo apitou a final da Liga Moçambicana de Basquetebol de 2019, prova ganha pelo Ferroviário de Maputo que venceu o Costa do Sol (3-0) no “play-off” a melhor de cinco.

AGORA É QUE SÃO ELAS

Porque há sempre uma primeira vez em tudo na vida, Maria Liliana (Chimoio) e Carlota Churane marcam a sua estreia em competições internacionais com a indicação como árbitras neutras nas eliminatórias de acesso aos “Afrobasket’s” feminino e masculino sub-18.

Com carteira de internacionais “green license”, e em aparições que não comprometeram, apitaram jogos do Torneio de Apuramento à Liga Africana de Basquetebol, no pavilhão do Maxaquene, sempre acompanhados por António Sitoe.

Há, nesta curta caminhada na estrada da modalidade da bola ao cesto, que assinalar a presença em Campeonatos Nacionais de juniores masculinos e femininos, em 2018, na capital do país.

O “Afrobasket” 2021, em Yaoundé, Camarões, deixou um marco com a final entre a toda-poderosa Nigéria e Mali a ser dirigida por um trio feminino: Zouzou Nadege (Costa do Marfim), Monica Nassauna (Uganda) e Andreia Silva (Brasil).

Há abertura, e como, para que as senhoras façam grandes carreiras na arbitragem de basquetebol, pelo que não falta inspiração às nossas internacionais. É uma questão de cumprir etapas, aprendizado contínuo, humildade e trabalho árduo para atingir grandes níveis.

 

GUIDION MATSINHE COMO COMISSÁRIO

Fez uma carreira ímpar, tanto que se escreveu, com o ponto alto a ser a sua aparição nos Jogos Olímpicos de Atenas, Grécia, em 2004, e 2008, em Pequim, China. Pelo meio, na terra do Sol Nascente, Japão, apitou o Mundial de basquetebol em 2006. Saiu da arbitragem sem mácula, porquanto o seu curriculum com “ene” finais de Campeonatos Africanos seniores masculinos e femininos fala por si. Hoje por hoje, Abreu João Continua a ser um dos embaixadores do basquetebol moçambicano no mundo na qualidade de delegado. Esteve, aliás, recentemente no Mundial de basquetebol masculino sub-19, na Letónia. José Ferrete, outra figura incontornável do basquetebol moçambicano, foi comissário do jogo da final do Campeonato Africano de Basquetebol (“Afrobasket” 2021) entre a Costa do Marfim e Tunísia.

Referência obrigatória (ex-árbitro), José Ferrete foi uma das figuras-chaves no processo de criação da Liga Nacional de Basquetebol (anteriormente designada Liga Vodacom).

Qual seguidor das peugadas, Guidion Matsinhe tem agora a oportunidade de mostrar trabalho uma vez ter merecido a indicação como comissário nas eliminatórias de acesso aos “Afrobaskets” sub-18 masculino e feminino. Actual presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Basquetebol (CNAB), Guidion Matsinhe foi durante vários anos juiz, dirigindo partidas de campeonatos nacionais de vários escalões. Reformou, como árbitro, em 2017, e depois assumiu o cargo de vice-presidente da Comissão Nacional de Árbitros de Basquetebol. Para além de Guidion Matsinhe, foram indicados como comissários Leocádia Gonçalves (Angola) e Addison Chiware (Zimbabwe).

 

Árbitros nomeados:

Paulo Luvati (Angola)

António Samuel (Angola)

Mothusi Phokoje (Botswana)

Boemio Johane (Botswana)

Nonkanyiso Thangekile (RSA)

Cebolenkosi Dakkie (RSA)

Mulenga Sunday (Zâmbia)

Joyce Muchenu (Zimbabwe)

Briliance Nucube (Zimbabwe)

Ignatious Ewartm (Zimbawe)

 

Comissários

Guidion Matsinhe (Moçambique)

Leocádia Gonçalves (Angola)

Addison Chiware (Zimbabwe)

 

Supervisor de árbitros

Charles Foster (RSA)

Fonte:O País

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