A insegurança alimentar ainda é um desafio no continente africano e, particularmente, em Moçambique. Falando em ocasião das celebrações do Dia de África, dirigentes moçambicanos defenderam a aposta na inovação como solução para o problema.

Apesar da redução da desnutrição crónica no país, a insegurança alimentar ainda é uma das principais preocupações do continente, sendo que Moçambique faz parte dos 22 países com maior taxa de crianças menores de cinco anos com este problema.

“Registamos melhorias de alguns indicadores de segurança alimentar e nutricional no país. O número de agregados familiares com reserva alimentar passou de 32%, em 2020, para 56%, em 2021. Mais de três milhões de moçambicanos melhoraram a sua dieta alimentar e passaram a ter uma dieta adequada e fortalecida com produtos alimentares de origem vegetal e animal”, explicou a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso.

Por exemplo, a Cidade de Maputo registou um incremento da produção em cerca de 5% na campanha agrícola 2021-2022, o que responde ao desafio de mitigar a insegurança alimentar.

O secretário de Estado da Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, disse que “as famílias consomem alimentos minimamente adequados. Mais de 80% da população que residente em Maputo consegue satisfazer as suas necessidades alimentares”.

Aliado à insegurança alimentar, que afecta quase 25% da população africana, os conflitos armados, as mudanças climáticas e a COVID-19 são também factores que comprometem o desenvolvimento sustentável do continente.

 “África enfrenta vários desafios democráticos e de segurança. Outros estão ligados às mudanças climáticas, que acentuam os confrontos entre pastores e agricultores, muitas vezes assumindo uma conotação comunitária. A COVID-19 trouxe consequências económicas e sociais dramáticas, para além da questão da migração”, destacou o representante dos embaixadores africanos, Antoine Beby.

As comemorações do quinquagésimo nono aniversário da criação da organização da União Africana, que teve lugar no recinto do Instituto de Investigação Agrária, foram marcadas por exposições das diversas potencialidades gastronómicas e culturais de países africanos.

Fonte:O País

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