AS comunidades dos postos administrativos de Lione e Chala, distrito de Chimbunila, Niassa, comprometeram-se em implementar medidas para prevenir e combateras queimadas descontroladas, que para além de provocar problemas ambientais destroem plantas medicinais.

O compromisso foi assumido recentemente durante a cerimónia de entrega dos 20 por cento referentes ao montante colectado no acto do licenciamento dos operadores florestais nestas comunidades.

A comunidade de Chala recebeu  68.080,00 meticais e a de Lione 29.035,00 meticais relativos ao licenciamento dos operadores florestais em  2017.

Iassine Amimo, chefe do comité local de gestão de recursos de Lione, disse que a sua comunidade está consciencializada sobre os impactos negativos que as queimadas descontroladas representam para o ambiente.

Acrescentou que acções de educação ambiental têm sido promovidas pelas entidades competentes neste ponto do país, ao mesmo tempo que é encorajada a denúncia de indivíduos suspeitos de envolvimento nesta  prática.

“Preocupa-nos, entretanto, a conservação de algumas espécies florestais que têm poderes de cura quando usadas de forma conveniente no tratamento de algumas doenças”,  disse Amimo, que justificou a necessidade do envolvimento dos praticantes da medicina tradicional nos comités de gestão dos recursos naturais.

Por seu turno, Lúcia Yahaia, representante do comité local de gestão de recursos naturais de Chala, afirmou que nos últimos tempos tem se constatado na região a redução de queimadas descontroladas.

A prática tem dizimado espécies de animais e plantas. Para minimizar o seu impacto, as comunidades locais têm sido sensibilizadas a apostarem em queimadas frias, ou seja, controladas dentro de um raio, visando reduzir o risco de propagação e causar danos ao ambiente e a propriedades privadas. 

A directora do gabinete do secretário de Estado no Niassa, Alice Alberto, que orientou a cerimónia de entrega dos valores, afirmou que o Governo delegou às comunidades a  gestão e conservação dos recursos naturais e para estimular e reconhecer o seu papel tem canalizado uma percentagem deduzida no valor que os operadores florestais e faunísticos pagam no acto do seu licenciamento.  

Fonte:Jornal Notícias

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