O EXTREMO da Selecção Nacional sénior masculina de basquetebol, David Canivete Jr., é o novo capitão do combinado nacional. O valioso extremo assumiu o estatuto de líder do grupo depois que Custódio Muchate, então capitão, retirou-se da Selecção Nacional. Para Miguel Guambe, treinador principal da equipa de todos nós, dois factores pesaram para a indicação do internacional moçambicano: antiguidade e capacidade de liderança.

David Canivete, reagindo pela primeira vez como capitão do combinado nacional, disse que “já me sentia um dos líderes no seio do grupo. Só é novidade ser capitão, mas já estou aqui há bastante tempo, toda a gente me conhece. Estou aqui para dar o meu contributo, seja como capitão ou apenas como atleta. Espero que estejamos todos alinhados com o objectivo, que é perder o menor número de jogos para conseguirmos a qualificação ao Afrobasket, o que seria maravilhoso para este grupo jovem e batalhador”, disse o atleta do Ferroviário de Maputo, para depois comentar sobre os trabalhos do combinado nacional, que se prepara para a segunda janela de qualificação ao Afrobasket.

“Os treinos estão a decorrer de forma tranquila, embora tenhamos tido uma paragem de cerca de cinco dias para as festas do Natal e fim do ano. Mas regressámos e os treinos têm sido produtivos. Temos pautado por treinos mais concentrados na defesa, que foi nosso “calcanhar de Aquiles” na primeira janela, e aspectos ofensivos. Acredito que até lá (segunda janela de qualificação) estaremos num nível que não conseguimos apresentar em Kigali”.

Quanto ao processo de integração de novos jogadores, o camisola 6 considera que está a ser natural, até porque são jovens batalhadores e humildes, como disse, e esses são dois aspectos essenciais para que singrem na Selecção Nacional. Está a ser um processo bonito. Já passei por isso, já fui apadrinhado e desejo maiores sucessos a todos”.

O novo líder da equipa de todos nós diz que é preciso que haja paciência, numa altura em que há renovação da equipa nacional. “Saíram 10 caras que vinham representando a Selecção Nacional e entraram outras 10, inclusive a equipa técnica. Portanto, temos que ser pacientes e, acima de tudo, acreditarmos no processo”.

Quanto ao trio da equipa técnica, o extremo – com passagens pelo Desportivo, Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo – observou que vinha trabalhando ao nível de clubes com os treinadores Horácio e Miguel, sendo a primeira vez que trabalha às ordens de Macuácua, algo que diz que não vai interferir nos trabalhos, pois acredita que cada um dos treinadores que compõe a equipa técnica tem a sua qualidade.

“Unidos poderão ser capazes de cumprir com os nossos objectivos nesta janela, que é ganhar o maior número de jogos para nos qualificarmos: seria penoso Moçambique falhar a participação. Seriam oito anos sem Afrobasket; acho que merecemos a qualificação. Um Afrobasket sem Moçambique não seria bom para o basquetebol africano, porque todos estão acostumados a ver-nos lá. Por isso temos de continuar a trabalhar”.

A segunda janela de qualificação ao Afrobasket disputa-se entre os dias 19 e 21 de Fevereiro. Moçambique ocupa a última posição do seu grupo, liderado por Senegal, seguido por Angola e Quénia.

Caso o combinado nacional queira estar presente na fase final deve estar entre os primeiros três classificados do seu grupo, o que passa, pelo menos, por vencer Quénia por mais de 17 pontos e esperar que os quenianos não vençam nenhum desafio.

Fonte:Jornal Notícias

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