Duas das principais gasolineiras que operam em Moçambique deixaram de abastecer o mercado retalhista de combustíveis. A Puma cortou o fornecimento de gasóleo no passado dia 17 de Junho e de gasolina a 27. A  Vivo Energy (Engem)  também deixou de abastecer em muitas das suas bombas, apurou “Carta”.  
 
As duas operadoras alegam, em privado, que não podem continuar a vender com margens negativas. E que já comunicaram isso de forma clara ao Governo, O mercado nacional está a ser abastecido pela Total Energies, Galp e Petromoc e outros pequenos operadores mas, grosso modo, todos estão a “perder dinheiro”. 
 
As gasolineiras aguardam que o Governo anuncie novos preços. Pelo decreto ministerial que regula o sector, os novos preços deviam ter sido publicados há 15 dias.
As operadoras esperam que os novos preços lhes permitam duas coisas distintas: i) venderem com margens positivas; eliminarem os subsídios e, com isso, a escalada da dívida que o Governo tem para com elas, que já ascende os 125 milhões de dólares (e não os cerca de 140 milhões como tem sido noticiado).
 
Neste momento, cada vez que se vende gasóleo, a dívida do Governo para com as operadoras aumenta 4,63 Mts por litro. No gás de cozinha, a dívida cresce em mais de 18 Mts por Kg. As actuais margens negativas rondam à volta dos 10,45 Mts por litro no gasóleo.
 
O principal temor das gasolineiras é que a dívida do Governo possa vir a superar as garantias que elas precisam dos bancos para importarem combustíveis. Muitas operadores mantêm “descobertos” com a banca comercial e alegam que o facto de o preço estar desajustado pode “arruinar a indústria”, com previsíveis danos para a economia do país.(Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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