Governo descativa alerta vermelho, mas continuará a acompanhar a situação da seca na zona sul

O Conselho de Ministros desactivou, ontem, o alerta vermelho institucional decretado devido à situação da seca na região sul do país. Esta foi uma das decisões de fundo da sessão semanal deste órgão governamental.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Mouzinho Saíde, o alerta máximo foi desactivado como resultado do crescimento dos esforços de resposta e assistência aos afectados, mantendo-se, contudo, o alerta laranja, para melhor acompanhamento da situação.

Ainda ontem, o Conselho de Ministros analisou o relatório anual sobre o consumo e tráfico de drogas ao longo do ano 2016.

O relatório, que será em breve submetido ao parlamento, para a respectiva análise, revela que em 2016, registou um total de 4.240 pacientes atendidos devido a perturbações mentais contra 7.030 casos registados no ano anterior. Os dados indicam que o consumo de álcool está no topo das consultas, seguido do consumo da cannabis sativa (vulgo soruma), sendo que a faixa etária mais afectada é de menos de 30 anos.

Ainda em 2016, segundo o porta-voz, as autoridades detiveram 504 cidadãos por tráfico e consumo ilícito de drogas, contra 309 em 2015.

Num outro desenvolvimento, Saíde disse ainda que o Executivo aprovou o relatório referente a 2016, das actividades da Estratégia da Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2012-2025 (ERDAP).

Sobre o Plano de Acção para 2017, o fortalecimento do combate à corrupção, a formação profissional dos funcionários e agentes de Estado, bem como a aproximação dos serviços estatais ao cidadão são acções de maior incidência.

Aprovado pelo Conselho de Ministros, em Agosto de 2012, a ERDAP 2012-2025, coloca metas principais: dotar a administração pública de técnicos qualificados; aproximar a administração pública do cidadão, através da descentralização e desconcentração; melhorar os serviços de forma qualitativa; fortalecer a organização da Administração Pública.

Balanço do temporal em Nampula

Ainda ontem, o Conselho de Ministros analisou o balanço do temporal que afectou a província de Nampula na semana transacta. De acordo com os dados disponibilizados ao Governo, o temporal que afectou, particularmente as regiões de Ilha de Moçambique e o distrito de Eráti, resultou na morte de três pessoas, de um total de sete que foram atingidas por descargas atmosféricas. De acordo com os dados oficiais “no cômputo geral, naquela província foram afectadas 2.265 pessoas, com três óbitos e destruição de 49 casas” disse Mouzinho Saíde, no final do “briefing” semanal do Conselho de Ministros.

Para os afectados, foi disponibilizada assistência por parte das autoridades de gestão de calamidades.


Fonte: O Pais -Politica

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