A Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz que terá de reajustar as despesas das eleições autárquicas devido à falta de dinheiro. A CNE tem um défice de mais de dois mil milhões de Meticais para o escrutínio.

O orçamento para a realização das eleições autárquicas é de 3,2 mil milhões de Meticais, no entanto a CNE tem apenas mil milhões de Meticais. Caso não consiga ter todo o valor necessário para o escrutínio, marcado para Outubro de 2023, a instituição já equaciona alternativas.

“A situação de crises financeiras pode ser minimizada com a consciência própria dos cidadãos moçambicanos e das instituições, no sentido de cortar despesas que podem ser eliminadas, mas as despesas básicas que devem ser realizadas”, defendeu o presidente da CNE, Carlos Matsinhe.

Dado o défice, o Governo está, neste momento, a angariar fundos junto dos parceiros.

“Nós acreditamos que o Governo vai esforçar-se para criar condições próprias para suprir o défice e estamos a trabalhar com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de maneira a angariar o valor necessário para as despesas”, explicou Carlos Matsinhe.

Durante a abertura da sessão de auscultação aos partidos políticos, Matsinhe esclareceu que “90 por cento dos equipamentos usados no pleito eleitoral são importados e encomendados de outros países, o que condiciona a chegada dos materiais, podendo levar até 16 semanas”.

Por isso, a CNE “precisa que haja preparação e organização atempada de todo o material e equipamento para que se faça a testagem”.

Em relação à fiscalização prévia dos materiais usados neste processo, os partidos políticos presentes no encontro de auscultação realizado pela CNE, na Cidade de Maputo, apontam para a necessidade de escrutinar a inspecção, de maneira que não haja dúvidas sobre a eficácia dos equipamentos.

O presidente da CNE falava, esta quinta-feira, após o segundo encontro de auscultação aos partidos políticos sobre as eleições autárquicas.

Fonte:O País

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