Uma nova análise mostra que a cadeia de atividades global para novos projetos de energia a carvão está a encolher rapidamente à medida que o ímpeto aumenta no sentido de deixarem de existir novas centrais a carvão para lá de 2021. Cinco nações africanas – Botswana, Malawi, Moçambique, África do Sul e Zimbabué – estão entre um grupo minoritário de apenas 21 países que têm em fase de planeamento mais do que uma nova central elétrica a carvão.

As nações africanas estão bem posicionadas para se comprometerem com o plano “No New Coal”: existem apenas quatro centrais elétricas a carvão em construção no continente, na África do Sul e no Zimbabué, e apenas três centrais se tornaram operacionais desde 2015.
https://bit.ly/3lAGsU1
O relatório identifica quarenta economias que poderiam comprometer-se imediatamente com a não construção de novos projetos de carvão. Trinta e seis destes não têm projetos previstos ou em construção, incluindo a República Democrática do Congo, o Gana, a Guiné, as Maurícias, a Namíbia, a Nigéria, o Sudão e a Zâmbia.

O relatório chega na altura em que sete governos, incluindo o Sri Lanka, o Chile e a Alemanha, anunciaram () um “No New Coal Power Compact” na AGNU a 24 de setembro, convidando mais países a juntarem-se ao compromisso antes da cimeira climática da COP26 em novembro.
Um relatório recente (https://bit.ly/3oYPBrl) da E3G, Ember e GEM mostrou como a cadeia de atividades relacionada com as centrais elétricas a carvão propostas diminuiu 76% desde o Acordo de Paris em 2015. Desde 2015, 44 governos já se comprometeram formalmente a não construir novas centrais elétricas a carvão, incluindo Angola, a Etiópia e o Senegal.
O Secretário-Geral das Nações Unidas Guterres apelou para que “deixem de existir novas centrais a carvão até 2021”, enquanto que o Presidente Designado da COP, Alok Sharma, apelou para que a COP26 “deixasse o carvão para trás”, em novembro de 2021.
Com o recente anúncio por parte da China de que deixará de construir projetos de energia a carvão no estrangeiro, na sequência de compromissos semelhantes assumidos no início deste ano pelo Japão e pela Coreia do Sul, o cancelamento da cadeia de atividades global relacionadas com projetos de carvão em pré-construção irá, sem dúvida, acelerar. Vinte e quatro países pretendiam receber apoio da China para novas centrais de carvão e este anúncio abre a porta ao cancelamento destes projetos, dando prioridade à energia limpa.

No New Coal Handbook (https://bit.ly/3aMYKeF)

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(Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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