Cidade de Nampula vai esperar mais tempo para ter água de Mujica

O Governo ainda está em negociações com parceiros para a viabilização do uso da água da barragem de Mujica para o abastecimento de água na cidade de Nampula. O ministro das Obras Públicas diz que o projecto é viável, mas as negociações estão numa fase prematura.

Há uma semana a barragem de Nampula que fornece água à cidade com o mesmo nome bateu fundo ao atingir um volume de 42% de armazenamento, numa altura em que ainda restam dois meses sem chuva de grande impacto, o que fez soar o alarme da crise e obrigou o FIPAG a avançar com o plano de restrições no abastecimento de água potável.

A busca de novas soluções para o abastecimento de água na cidade de Nampula tornou-se num assunto urgente, uma vez que a barragem em uso tem uma capacidade de 3.8 milhões de metros cúbicos, uma quantidade abaixo das necessidades actuais da cidade de Nampula com perto de 700 mil habitantes, 60 anos depois da sua construção.

A solução que começou a ser equacionada é a utilização da água da barragem de Mujica, que dista 110 km da cidade de Nampula, no distrito de Monapo. Esta barragem resultou de um investimento privado feito de 2008 a 2010 e tinha como objectivo central a irrigação do bananal da antiga Matanusca, agora sob gestão da Jakaranda Monapo Lda.

“É uma infra-estrutura com capacidade de 55 milhões de metros cúbicos. Hoje mesmo que estamos a falar tem 65% da sua capacidade máxima. Estamos a falar de cerca de 38 milhões de metros cúbicos de água que está lá. Então, é uma infra-estrutura na qual podemos tirar água para poder reforçar a cidade de Nampula”, anotou Carlitos Omar, director da Administração Regional de Água na zona norte do país.

Na verdade, o governo central começou a pensar no projecto, faz tempo, e foi comprovada a viabilidade, só que falta o essencial que é o investimento necessário para tirar a água até a cidade de Nampula e ao que tudo indica, não está para já o avanço desse projecto, segundo avançou João Osvaldo Machatine, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

“Estamos numa fase muito prematura junto dos nossos parceiros para que olhemos para o abastecimento de água na cidade de Nampula de uma forma mais abrangente, consistente e duradoira”.

A água mostra-se um recurso cada vez mais escasso, sobretudo porque a tendência nos últimos anos é de cada vez menos chuva.

 

Fonte:O País

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