A cidade de Maputo, a capital da República de Moçambique, completou, esta quarta-feira, 10 de Novembro de 2021, 134 anos desde a sua elevação à categoria de Cidade. Por ocasião da efeméride, “Carta” saiu à rua para ouvir opiniões dos munícipes em relação à gestão do maior e mais importante centro urbano do país e, tal como é habitual, estes apontaram a imundice, a degradação das vias de acesso e o desemprego como os males que mancham a urbe.

 

João Nhaposse, de 38 anos de idade, residente no bairro da Maxaquene, disse à nossa reportagem não entender por que razões o transporte público de passageiros continua caótico na cidade de Maputo. “Todos os dias, temos passado mal nas paragens para apanhar chapa. As paragens andam cheias e os poucos transportes existentes fazem muitas questões para permitirem que as pessoas subam”, afirmou.

 

Entretanto, não é só o problema do transporte que inquieta este munícipe. A imundice é outro tema de debate. “Por onde passamos deparamo-nos com lixo. Nos bairros, por vezes nos deparamos com contentores a transbordar e, quando o Município vem trocar, por vezes, traz contentores podres que acabam deitando lixo no chão quando o carro faz a remoção”, explicou.

 

Já Alda Senede, de 52 anos de idade, residente no bairro de Laulane, entende que Maputo está a evoluir, porém, sublinha haver necessidade de se melhorar a gestão dos resíduos sólidos e o atendimento nos centros de saúde da capital, em particular o Hospital Geral de Mavalane.

 

“A forma como os funcionários atendem deixa muito a desejar”, atira Senede, revelando que o atendimento é bastante lento naquela unidade sanitária.

 

Por seu turno, Afonso Macaringue, de 43 anos de idade, residente no bairro de Hulene “B”, disse que a cidade cresceu em termos de infra-estruturas, mas ainda há uma extrema necessidade de se melhorar na recolha do lixo, assim como reabilitarem-se estradas, em particular a Avenida Julius Nyerere (no troço entre as Praças da Juventude e dos Combatentes.

 

Cármen Mahale, de 37 anos de idade, residente no Bairro de Mavalane “A”, defende haver necessidade de se criarem mais postos de trabalho para os jovens, para além da reabilitação do sistema de saneamento, melhoria das vias de acesso e requalificação de alguns bairros, de modo a resgatar a estética da capital do país.

 

Em seu discurso de ocasião, o Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, garantiu que estão em curso diversas obras, cujas contas serão prestadas a 10 de Novembro de 2022, no seu penúltimo ano do mandato. Entre as promessas está a reabilitação da Avenida Julius Nyerere e da Praça da Juventude. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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