Dezassete (17) estradas nacionais encontram-se intransitáveis, em alguns troços, e outras (oito) têm a sua transitabilidade condicionada, na sequência das chuvas que se fazem sentir desde o início da época chuvosa, em Outubro último, de acordo com o “Informe sobre a Transitabilidade na Rede de Estradas durante a presente Época Chuvosa 2020-2021”, divulgada na última sexta-feira pela Administração Nacional de Estradas (ANE).

 

Gaza, Sofala, Manica, Tete, Nampula e Niassa são as províncias mais afectadas, apontando-se o aumento dos caudais dos rios, enchimento das bacias hidrográficas e descargas de barragens (a nível nacional e nos países a montante), como as razões para a intransitabilidade das vias. Na sua maioria, as referidas vias não têm alternativa, o que se advinha um verdadeiro calvário para as populações afectadas.

 

Na província de Gaza, por exemplo, as estradas N222 (Mapai/Pafuri), R441 (Dindiza/Zinhane) e R455 (Chicualacuala/Pafuri) encontram-se intransitáveis, pelo facto de estarem “submersas devido à subida do caudal do rio Limpopo”. A estrada Mapai/Pafuri está submersa numa extensão de 1 Km (entre Km 16 e 17), enquanto a estrada Dindiza/Zinhane está submersa numa extensão de 2 Km (entre Km 108 e 110) e a estrada Chicualacuala/Pafuri está submersa numa extensão de 20 Km (entre Km 35 e 55). Das três vias, apenas a que liga Dindiza e Zinhane apresenta alternativas.

 

Situação caótica em Sofala

 

Já na província de Sofala, a situação pode ser descrita como “caótica”, pois, cinco vias encontram-se intransitáveis em alguns troços, de um conjunto de nove estradas afectadas pelas chuvas. Das nove, apenas uma apresenta uma via alternativa.

 

Entre as intransitáveis estão as estradas N281 (Guara Guara/Buzi), numa extensão de 14 Km (entre os Km 0 e 14), devido ao galgamento da plataforma; a R1001 (Casa Banana/Inhaminga), numa extensão de 90 Km, devido à erosão e arrastamento do aqueduto no Km 6; e a N/C-CrzN282/Maciamboza, numa extensão de 38 Km, devido à subida do caudal do rio Maciamboza no Km 19.

 

Também se encontram intransitáveis as estradas R564 (Gorongosa/Piro), numa extensão de 14 Km, devido à subida dos caudais dos rios Vanduzi e Nhadue e a erosão nos taludes de aterro dos aquedutos; e a estrada R1000 (Nhamatanda/Metuchira), num troço de 3 Km, devido ao colapso da ponte sobre o rio Metuchira e à subida do caudal do mesmo rio.

 

Por seu turno, as estradas N280 (Tica/Buzi), N281 (Guara Guara/Nova Sofala), R565 (Marínguè/Chemba) e R1005 (Marínguè/Chauaua) têm a sua transitabilidade condicionada, devido, para algumas, ao galgamento e degradação da plataforma e, para outras, à erosão e colapso dos aquedutos e drifts.

 

Manica com três estradas intransitáveis

 

Na província de Manica, há três estradas intransitáveis e quatro com o trânsito condicionado. As intransitáveis são a R520 (Cruzamento da N1/Dombe), R969 (Cruzamento da EN6/Cadeado/Rotunda) e a NC (Cruzamento N6/Chicamba/Cadeado). A R520 está submersa devido à subida do caudal do rio Lucite (Km 18), enquanto a R969 e a NC, para além de estarem submersas, os aquedutos estão danificados ao longo de toda a via.

 

Enquanto isso, as estradas N260 (Chimoio/Espungabera), R441 (Mossurize/Chitobe), NC (Sussundenga/Cadeado) e NC (Catandica/Cagore) encontram-se com o trânsito condicionado, devido à subida dos caudais dos rios Buzi, Mossurize, Mucessa e Inhazonha.

 

Tete, Nampula e Niassa também com estradas intransitáveis

 

A província de Tete tem duas estradas intransitáveis e uma com o trânsito condicionado. As intransitáveis são as estradas R603 (Daca/Furancungo), devido ao desabamento do encontro da ponte sobre o rio Catsano; e a N303 (Bene/Zumbo). A estrada N322 (Madamba/Rio Chire) está com o trânsito condicionado por causa da subida do nível das águas do Rio Dziwe Dziwe.

 

Em Nampula, a ANE reporta a intransitabilidade da estrada R706 (Alua/Namiroa), pelo desabamento do aqueduto no rio Nanui, no Km 36, enquanto na província do Niassa indica a intransitabilidade de três vias, a saber: a N/C (Mjune/Mavago); a R1215 (Nova Madeira/Rio Rovuma); e a R657 (Cuamba/Etatara).

 

Referir que, no Informe, a ANE garante estar a monitorar a acção das chuvas e dos caudais, aguardando o rebaixamento das águas para a avaliação dos danos, seguindo a intervenção de restabelecimento da transitabilidade. (A.M.)

Fonte: Carta de Moçambique

Leave a Reply

Your email address will not be published.