A empresa Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM), a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e o Terminal de Carvão da Matola – TCM (uma sub-concessão da MPDC) tomaram uma série de medidas imediatas para descongestionar a Estrada Nacional Número 4 (EN4) e outras vias da cidade da Matola, que nos últimos dias andam abarrotadas de camiões de carvão, magnetite e combustíveis com destino ao Porto da Matola.

 

O destaque das medidas imediatas vai para a criação de um posto avançado junto à EN4, logo a seguir à báscula de Pessene, com o objectivo de fazer a triagem e permitir a passagem de camiões com destino ao Porto de Maputo, controlando deste modo o seu fluxo de acordo com a capacidade dos respectivos terminais.

 

Num comunicado conjunto, consta que as empresas decidiram também introduzir soluções digitais para a gestão do fluxo de tráfego com destino às gasolineiras, soluções já em uso no Porto de Maputo e pelo TCM, bem como o desenvolvimento de uma área para a melhoria de gestão de tráfego, uma medida já em fase de implementação.

 

Nos últimos meses, sublinha a fonte, os CFM e a Transnet têm trabalhado conjuntamente na migração de carga para a ferrovia, uma acção que recentemente resultou no acordo de circulação de comboios sem interrupção entre Moçambique e África do Sul. Os CFM e seus parceiros continuarão a trabalhar no sentido de obter um maior equilíbrio entre a carga rodoviária e ferroviária e, desta forma, tornar o corredor de Maputo mais competitivo.

 

“O aumento súbito do número de camiões é reflexo de um conjunto de factores, nomeadamente: o shutdown (interrupção para manutenção) da linha ferroviária de Ressano Garcia, que decorre de 15 a 25 de Setembro, bem como o aumento do número de camiões de combustível para carregamento desta mercadoria”, lê-se no comunicado.

 

Além disso, aquelas empresas apontam também o aumento do preço do carvão no mercado internacional e os desafios actuais enfrentados pelos portos sul-africanos de Durban e Richard’s Bay, que influenciaram a demanda do carvão e magnetite pelo TCM. Embora o TCM possua um terminal ferroviário dedicado, a fonte refere que o aumento de fluxo obrigou à recepção de camiões como medida de contingência para fazer face à demanda crescente.

 

Por fim, cientes dos transtornos que a situação acima descrita possa causar, a MPDC e os CFM endereçam sinceras desculpas. (Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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