Cerca de 12 mil trabalhadores do sector do turismo continuam no desemprego, desde que perderam os seus contratos devido à crise causada pela pandemia da COVID-19. Com efeito, apenas seis mil de um total de 18 mil é que conseguiram recolocação no mercado de trabalho.

O sector de turismo no país contabiliza cerca de 69 mil trabalhadores, dos quais 18 mil ficaram sem renda mensal. Para Cândido Langa, director Nacional de Turismo, a esperança é que nos próximos meses, os restantes 12 mil sejam reintegrados.

“Os seis mil trabalhadores foram reintegrados à medida que o Governo foi relaxando as medidas restritivas, isso no contexto do Estado de Calamidade”, disse Cândido Langa.

O Banco Nacional de Investimento (BNI) disponibilizou um fundo de 1.6 bilião de meticais para ajudar as empresas a fazer face à pandemia. Entretanto, das cerca de seis mil instâncias turísticas existentes no país, apenas 17 se beneficiaram da linha de crédito de emergência no âmbito da pandemia da COVID-19. O apoio para o sector de turismo foi de nove por cento do fundo.

“É preciso sublinhar que, mesmo se fosse para dobrar o valor disponibilizado para o sector de turismo, por si só, não seria suficiente para responder às necessidades das empresas do ramo”, afirmou o director Nacional de Turismo, sublinhando que há unidades turísticas que precisariam, cada, de 10 milhões de dólares para se recuperar da crise.

De acordo com Cândido Langa, a COVID-19 provocou, igualmente, uma redução na entrada de turistas em cerca de 53 por cento durante o ano passado. Ou seja, somente 958 mil turistas é que entraram no país, comparativamente aos dois milhões em 2019.

Em termos de receitas, o país obteve 65 milhões de dólares no turismo internacional em 2020, contra 173 milhões arrecadados no ano anterior. Assim, a queda foi de 62 por cento.

O turismo doméstico também não escapou dos impactos negativos da COVID-19, no qual houve uma descida em 33 por cento de receitas em 2020.

Sobre os primeiros cinco meses deste ano, a nossa fonte disse ser, ainda, prematuro aferir como se está a comportar o ambiente turístico. No entanto, a expectativa é que o cenário melhore, sobretudo com a reabertura de praias, casinos, piscinas, entre outros espaços de diversão.

Fonte:O País

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