A avaria de alguns equipamentos essenciais no Aeroporto Internacional de Maputo está a denegrir os serviços prestados naquela infra-estrutura. Em meados de Março último, “Carta” recebeu relatos de avarias de vários equipamentos. Fez-se ao local e constatou que, de facto os elevadores e escadas rolantes, a maior parte não funcionam.

 

Constatou ainda que as pontes de embarque/desembarque de passageiros pararam de funcionar há anos.

 

Até a primeira quinzena de Março, a torre de controle e o Core Room do Internacional estavam sem ar condicionado (AC). Entretanto, em entrevista ao jornal, o Porta-voz da empresa Aeroportos de Moçambique, Saíde Júnior, disse que problemas relacionados a AC já foram ultrapassados. Disse ainda que a demora na substituição dos equipamentos deveu-se a questões de procurement público que é moroso.

 

“Com relação às pontes de embarque/desembarque, infelizmente temos quase nenhuma empresa capaz de as reparar porque tem especificidades. São equipamentos colocados aquando da construção do aeroporto. Avariaram, reportamos e neste momento está feito o pagamento das peças na fábrica na China. Esperávamos que em Novembro último todas as pontes estivessem a funcionar, mas infelizmente a crise pandémica criou barreiras. A última comunicação que tivemos com a empresa chinesa é de que as peças estarão produzidas e concluídas em Maio próximo, altura em que os técnicos chineses estarão cá para fazer a reparação”, justificou Júnior.

 

Para evitar a demora na reparação das pontes, nos próximos tempos, o nosso entrevistado adiantou que a empresa Aeroportos de Moçambique pretende incluir seus quadros para que enquanto os técnicos chineses estiverem a reparar, transmitirem conhecimento.

 

“Em relação a elevadores e tapetes rolantes/escadas rolantes, idem. As peças daqueles equipamentos são produzidas fora do país. Tínhamos sobressalentes, mas foram sendo utilizados e, infelizmente, não houve reposição porque, mergulhado em crise, o fornecedor estava fechado. Mas agora que as coisas começaram, fizemos as encomendas já foram feitas”, explicou o Porta-voz dos Aeroportos de Moçambique.

 

Júnior reconheceu, no entanto, que as avarias demoraram por causa da crise pandémica em que o mundo continua mergulhado. Enfim, a fonte disse estar ciente de que é preciso repor, pois “a manutenção dos equipamentos nos aeroportos, ocupa o topo das prioridades da empresa”. (Evaristo Chilingue)

Fonte: Carta de Moçambique

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