Autoridades de Saúde preocupadas com elevada taxa de gravidez precoce

Uma em cada duas raparigas, dos 15 aos 19 anos de idade, é mãe em Moçambique. A demanda pelos métodos contraceptivos reduziu significativamente, devido à pandemia da COVID-19, facto que preocupa as autoridades de Saúde, que consideram que a situação de gravidez precoce atingiu níveis elevados no país.

O país continua a registar taxas elevadas de gravidez na adolescência, uma realidade que assola raparigas com baixa renda, menos escolarizadas e que residem em zonas rurais. Para o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, quando uma rapariga fica grávida, o seu presente e o seu futuro mudam radicalmente. A probabilidade de abandono escolar aumenta, as oportunidades de emprego diminuem, a sua saúde fica em risco e agrava-se a sua vulnerabilidade à pobreza, exclusão e dependência.

“Segundo o IMASIDA, o documento que temos estado a fazer referência, o número de filhos por mulher, continua elevado. Em média, uma mulher tem pelo menos cinco filhos; uma em cada duas raparigas dos 15 aos 19 anos de idade é mãe ou está grávida pela primeira vez; uma em cada duas mortes entre as mulheres dos 15 aos 24 anos de idade é por causas relacionadas com a gravidez, parto e aborto”, avançou o titular da saúde, Armindo Tiago.

Evidências científicas mostram que proporcionar o acesso à contracepção para raparigas e mulheres que queiram adiar a gravidez ou parar de ter filhos tem o potencial de reduzir as gravidezes não planificadas em 73%, as mortes maternas em 35% e o aborto provocado em 70%.

Fonte:O País

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