Angola encerrou fronteiras terrestres e aéreas com oito países da África Austral. Moçambique está na lista negra deste que é o primeiro país africano a fechar-se após a descoberta da variante Ómicron.

O anúncio da descoberta da variante Ómicron pelas autoridades sul-africanas colocou o mundo em choque e a Europa não demorou a reagir e de forma drástica, encerrando as fronteiras para voos e passageiros provenientes de países da África Austral.

Numa altura em que a Associação Médica sul-africana desdramatiza as informações à volta da estirpe Ómicron, Angola tornou-se o primeiro país africano a fechar-se aos Estados do sul de África.

“O executivo angolano, sob proposta da comissão multissectorial aprovou a implementação da medida encerramento das fronteiras aéreas com a África do Sul, Moçambique, Zimbabwe, Eswatini, Lesoto, Botsuana e Tanzânia”, disse o Ministro de Estado e da Casa Civil, que acrescentou que “a medida começa hoje, 28 de Novembro, e vai até ao dia 5 de Janeiro de 2022”.

Depois deste anúncio do Governo, a companhia de bandeira em Angola, a TAAG, seguiu à risca as orientações e suspendeu os voos.

“Dando cumprimento à determinação do comunicado da Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à COVID-19, que suspendeu as ligações aéreas de passageiros provenientes da África do Sul, Botswana, ESwatini, Lesoto, Namíbia, Moçambique e Zimbabué, a partir das 00h00 do dia 28 de Novembro de 2021, a TAAG Linhas Aéreas de Angola SA informa os seus passageiros e clientes, que estão suspensos a partir das 00h00 do dia 28 de Novembro, todos os voos com destino à Joanesburgo, Cidade do Cabo, Maputo e Windhoek, até novas instruções”.

Mas há uma ressalva. A TAAG anuncia que poderá haver voos especiais para Angolanos que estejam num dos países banidos e que queiram voltar para casa.

“A TAAG informa igualmente aos seus estimados passageiros que se encontram na África do Sul, Namíbia e Moçambique que, em articulação com as autoridades Angolanas, tudo fará para garantir o seu regresso o mais breve possível”.

Dados disponíveis indicam que a variante B.1.1.529 tem pelo menos 32 mutações. Contudo, estudos feitos pelos mesmos cientistas que a descobriram indicam que não há grandes possibilidades de evolução para estado grave para pessoas vacinadas, sendo que as não vacinadas podem ter uma reacção mais adversa.

Fonte:O País

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