Falhou o mês de Maio de 2020 e agora a previsão aponta para o mês de Fevereiro de 2021 como a provável data para a estreia do polémico sistema automático de cobrança de tarifas no transporte urbano de passageiros na área metropolitana de Maputo. A nova data foi anunciada, esta quarta-feira, pelo Presidente do Conselho de Administração da Agência Metropolitana de Transporte de Maputo (AMT), António Matos, durante uma conferência de imprensa que visava anunciar a chegada, em Agosto, de novos 100 autocarros.

 

Segundo António Matos, até agora, foram registados cerca de 174 mil passageiros, distribuídos 46 mil cartões; instalada a central de atendimento ao cliente e os validadores nos 362 autocarros em circulação; e parametrizada toda a rede georreferenciada de transportes rodoviários públicos de passageiros.

 

Matos explicou ainda que já foram empregues 190 pessoas e inseridos serviços financeiros no cartão FAMBA (a ser usado para a cobrança das tarifas). Avançou também que o sistema será estendido às viaturas mistas e aos transportes semi-colectivos, porém, entre os meses de Agosto e Setembro do ano corrente.

 

O sistema de cobrança automática, lembre-se, foi anunciado em Agosto de 2019, sendo que a previsão de arranque era o mês de Maio de 2020, porém, não se efectivou. O sistema está sendo implementado pela empresa tanzaniana Maxcom Africa PLC, num investimento avaliado em 1.400.905.602,00 Mts e consistirá na emissão de cartões de viagem a serem cobrados automaticamente em cada viagem no maior centro urbano do país.

 

Por sua vez, o Presidente da Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO), Castigo Nhamane, garantiu que a sua organização está preparada para receber o sistema, tendo em conta que o mesmo irá acabar com a circulação do dinheiro pelos colaboradores.

 

Questionado sobre o destino dos actuais recursos humanos da empresa, em concreto dos cobradores, Nhamane afirmou que estes terão novas funções, como é o caso da venda de recargas e a fiscalização dos passageiros, assim como a promoção de alguns à categoria de condutores. (Marta Afonso)

Fonte: Carta de Moçambique

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