Depois de no primeiro dia do julgamento do caso das “dívidas ocultas”, o Ministério Público ter revelado que o advogado Alexandre Chivale, mandatário judicial de António Carlos do Rosário, Maria Inês Moiane e Elias Moiane, é Administrador da Txopela Investiments, uma das empresas usadas para a lavagem do dinheiro do calote, nesta terça-feira, o “Agente A” do Relatório de Auditoria elaborado pela Kroll afirmou que o causídico é colaborador do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE), a secreta moçambicana.

 

A revelação foi feita na tarde de ontem por António Carlos do Rosário, antigo Director Nacional da Inteligência Económica do SISE e antigo PCA das três empresas usadas para o calote (EMATUM, PROINDICUS e MAM), durante a sua audição.

 

Do Rosário terá sido questionado pelo Ministério Público se o seu advogado era colaborador do SISE ao ponto de ter sido indicado Administrador da Txopela Investiments, ao que respondeu positivamente. O facto é que, durante a audição, o réu disse ter criado a Txopela Investiments para captar investimento estrangeiro, mas também para realizar actividades de espionagem. 

 

Aliás, confirmou que o SISE cria empresas para realizar as suas actividades de espionagem, assim como usa empresas públicas, participadas pelo Estado e privadas.

 

Refira-se que, para além de ser Administrador da empresa criada por António Carlos do Rosário, Alexandre Chivale também residia numa casa apreendida pela justiça e que estava sob gestão da Txopela Investiments, na qualidade de fiel depositária do imóvel. No entanto, terá desocupado a casa, após ordem do Tribunal. (Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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