MOÇAMBIQUE segue hoje (14.00 horas) para Yaoundé (Camarões), onde entre os dias 18 e 26 do corrente mês vai disputar a  vigésima sétima edição do Afrobasket feminino. O combinado nacional está integrado no Grupo “B”, juntamente com Nigéria e Angola.

A equipa de todos nós trabalhou desde a manhã de sábado em sessões bidiárias até ao fim do dia de ontem. Nasir Salé, seleccionador nacional, fez uma avaliação do trabalho realizado e projecta a participação do combinado nacional.

“Neste momento é manter aquilo que possa ser o nosso momento de estar, e acima de tudo encontrar formas de superar o tempo de paragem, não na totalidade, porque as jogadoras estiveram a trabalhar nos seus clubes e isto vai dar uma certa ajuda. Neste momento, olhando para os processos tácticos, há outra dinâmica de concessão daquilo que vamos encontrar de outras jogadoras”, reagiu o técnico.

“Já estivemos a analisar os nossos dois primeiros adversários. Agora vamos encontrar o automatismo da equipa, em termos ofensivos, acima de tudo, e a nossa maneira de estar em termos defensivos. Neste momento não quero pensar no cinco inicial da Selecção de Moçambique, mas naquilo que pode ser o envolvimento de todas, independentemente de ter ou não experiência”, destacou, para depois falar da renovação do combinado nacional.

“E também é o momento de começarmos a passar algum testemunho para aquelas jogadoras que realmente vão, acredito, daqui para frente ter mais internacionalizações e dar seus préstimos ao serviço da nação. É importante percebermos que o trabalho do clube é diferente do trabalho da Selecção Nacional, independentemente daquelas que são as convocadas. Levam uma certa vantagem quer ao nível do clube quer da Selecção Nacional, com excepção de duas jogadoras, que são Carla Pinto e Sílvia Veloso, esta última que esteve comigo durante três anos na Beira”.

Para Salé, Nigéria e Angola são duas selecções extremamente fortes, e que vão disputar a competição com objectivos bem definidos em função da preparação que tiveram.

“Mas isso não quer dizer que entregaremos o jogo de bandeja, pelo contrário, daremos o nosso melhor, tentando contrariar os nossos adversários, mas com os pés assentes no chão. Não é nosso objectivo atacar os lugares cimeiros, não é nosso objectivo pensar em ocupar os seis primeiros lugares. O que queremos é encararmos jogo-a-jogo, retirarmos esta pressão sobre a equipa e darmos o nosso melhor, que passa por tentarmos dar um certo equilíbrio à Selecção Nacional. E se convertermos acima de 50 pontos em cada jogo já vai ser bom”. Lembre-se que ocupando os primeiros seis lugares Moçambique ganha direito de participar no torneio pré-mundial de acesso ao Campeonato do Mundo.

Fonte:Jornal Notícias

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