No passado dia 5 de Novembro, quando o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, encerrava o Conselho Coordenador do MISAU no Niassa, e anunciava a construção de novos hospitais como parte da iniciativa do presidente “Um distrito, Um hospital”, em Maputo davam-se os retoques finais num projeto público-privado destinado não apenas a construir a infraestrutura, mas também a gerir as novas instalações de saúde.

 

Para dar resposta aos objetivos traçados pelo Presidente Filipe Nyusi em julho de 2019, o governo optou por se associar ao discreto magnata indiano Jose Parayanken, para administrar a nova megaestrutura de saúde pública, os Hospitais Nacionais de Moçambique (HNM).

 

O  conglomerado de Parayanken, Mozambique Holdings (MHL), foi selecionado para construir e administrar as unidades de saúde do país. É responsável por 70% dos € 4,2 milhões de capital que vai ser investido no novo corpo hospitalar, embora o Estado continue a ser o accionista decisivo através do Instituto de Gestão de Empresas Participadas pelo Estado (Igepe), o holding governamental tutelada pelo ministro das Finanças, Adriano Maleiane.

                                                                                              

O HNM, que tem como missão construir e gerir hospitais em Moçambique, será inicialmente administrado a partir de Sede da MHL em frente ao Aeroporto de Mavalane, mas o governo já reservou instalações no noroeste da capital. Para o lado farmacêutico das operações, a nova paraestatal entidade contará com a distribuidora Farma Holdings e a fabricante Strides Pharma Moçambique, ambas subsidiárias da MHL.

 

O parceiro multitarefa do governo

 

Jose Parayanken negociou lucro garantido: o governo aprovou o pagamento de  pelo menos 30% das receitas da empresa paraestatal para seus acionistas (ou seja, o Estado e MHL). Parayaken chegou a Maputo na década de 1980 como representante do India Exim Bank, tornando-se instrumental na negoci públicos, como a Agência Nacional de Frete e Navegação (ANFRENA), e grande parte das subsidiárias da MHL possuem contratos permanentes com a governo incluindo Inupol e Faumil, que fazem uniformes policiais e militares, respectivamente. (Carta)

Fonte: Carta de Moçambique

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